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Bárbara
Malagoli
Brasil
vivendo em São Paulo . SP
27 anos . ilustradora

Me chamo Bárbara Malagoli ou Baby ou Baby.C. Estudei Artes Gráficas e Design Gráfico. Faço ilustrações editoriais desde 2007 quando comecei a desenhar para revistas. Já trabalhei em lugares como:  Revista Gloss, Estúdio Colletivo, Viacom/MTV e  Revista Capricho. Hoje sou ilustradora freelancer e desenvolvo projetos para diversos clientes. Meus desenhos são veiculados em livros, revistas, posters, produtos, anúncios e jornais. Em parcerias como Google, Computer Arts, Vogue , Espn, Editora Abril, Editora Globo, entre outros.

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// Quais ferramentas você utiliza para se expressar?

Para trabalhos pessoais gosto de desenhar a lápis, canetas nanquim, Copic ou qualquer coisa que eu esteja afim no momento. Para trabalhos comerciais costumo começar um projeto no Illustrator e finalizá-lo no Photoshop.

// Qual sua maior motivação para criar? O que te inspira?

Meu trabalho faz parte de mim, então mais que motivação é uma necessidade. Não consigo me imaginar fazendo outra coisa. Minha motivação é evoluir e aprender sempre e que minha expressão criativa cresça junto comigo.

Sou uma pessoa extremamente visual, então  tudo ao meu redor me inspira e aparece em algum trabalho uma hora ou outra. Desde uma sobremesas até uma sobreposição de roupa, minha mente está sempre caçando coisas belas.

// Como é o seu processo criativo?

Uma bagunça! Quando recebo um pedido de ilustração, mil coisas passam pela minha cabeça. Depois dou uma olhada geral nas minhas pastas de referências e como mágica algo sai.

Tipo um mix de todos os elementos que minha retina conseguiu absorver durante aquele período +  o repertório que já tenho dentro de mim. Não é algo lógico nem racional, mas tem dado certo.

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// O que você faz no seu dia a dia para se manter criativa?

Sempre que posso visito museus, vou ao parque e viajo, isso mantém minha mente fresca.

Também gosto muito de pesquisar referências de diversas áreas, como moda, arquitetura, animação e cinema.  Isso acaba me dando muita vontade de experimentar de tudo ao mesmo tempo, às vezes queria me clonar só pra poder ver como seria a Bárbara ceramista ou a Bárbara fotógrafa...

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// Quais os seus trabalhos ou projetos preferidos? Qual o motivo?

Um trabalho que me trouxe grande felicidade foi o livro  “ Chapeuzinho Esfarrapado”. Meu primeiro livro infantil, um sonho de infância, em parceria com a Companhia das Letras onde o tema era feminismo.

A criação das ilustrações foi extremamente orgânica e sem nenhuma alteração, ou seja, muito amor. Ver meu trabalho com uma mensagem tão grandiosa nas prateleiras das livrarias mais importantes do Brasil foi uma sensação única.

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// Você teve algum marco importante na sua carreira ou um momento decisivo? Como isso influenciou sua trajetória?

Quando decidi trabalhar por conta própria. Após uma bela crise pessoal, tomei coragem, pedi as contas e virei freelancer. Acho que nunca fiz uma escolha tão certa na minha vida. É um lifestyle que combina muito com minha personalidade espontânea e tem dado super certo. Sei que sou muito privilegiada e fico muito feliz por viver fazendo o que amo.

// Quais são suas influências, inspirações ou artistas preferidos? Como isso se reflete no seu trabalho?

Além de influências clássicas de arte e ilustração, algo que tem me inspirado muito é apreciar o trabalho de mulheres brasileiras. Com isso, sinto que faço parte de algo maior e que é uma energia mútua.

Desmistificando um pouco a idéia de competitividade e rivalidade, pelo contrário, acho que quanto mais nos juntarmos, mais coisas legais vão sair desse movimento artístico que estamos vivendo e criando.

// Ainda existe algum preconceito em relação a mulher se expressar livremente? Você sente isso no seu trabalho?

Quando trabalhei com publicidade, posso dizer que sim. A opinião de uma mulher criativa numa agência não é levada tão a sério quanto a de um homem. O machismo existe e cala nossas vozes, isso ninguém pode negar.

Porém no meu trabalho como ilustradora, nunca senti isso, pois todos meus clientes entram em contato comigo exatamente pelo meu traço e por quem eu sou de verdade, é uma relação bem mais saudável.

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// E o que te faz feliz?

Ter tempo e calma. Viver uma vida intuitiva, onde eu possa respeitar meu próprio corpo, espaço e seres que vivem em minha volta. Poder acordar ao lado das minhas gatas sem muita pressa, fazer meu almoço, andar de bicicleta e fazer meus próprios horários. Isso pra mim não tem preço.

// Quais dicas você daria para outras mulheres potencializarem suas criações?

Olhem mais para dentro do que para fora. Se conheçam, entendam sua personalidade e sejam fiéis a sua energia pessoal. É sempre melhor ser a primeira versão de si mesma do que a segunda de um outro alguém. Ah, e não se cobrem tanto, o mundo já faz isso por nós!

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// Você tem algum novo projeto em andamento?

Acabei de lançar para a Feira Plana, um kit de riso prints pela Bebel Books, chamado Flutuantes.  Pretendo fazer uma exposição com essas artes e talvez criar mais no mesmo estilo.

Esse ano quero ampliar mais minhas técnicas, experimentar mais manualmente e me dedicar aos meus projetos pessoais.

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